Exame cuidadoso
A conclusão começa por ouvir, examinar e ler toda a documentação médica disponível, sem atalhos.
Sou médico (CRM-BA 46.643), formado pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), em Salvador.
Antes da Medicina, cursei oito semestres de Direito. Essa formação mudou a forma como faço perícia: ajuda a entender o que o processo de fato pergunta e a responder dentro dos limites do que cabe ao perito, sem invadir o que é papel do juiz.
Fui oficial médico temporário do Exército Brasileiro e sigo com atuação assistencial em urgência e emergência. Isso me dá contato frequente com trauma, quadros agudos e a evolução real das doenças que, depois, chegam aos processos.
Para dar base técnica e metodológica a esse trabalho, concluí a pós-graduação em Perícia Médica Judicial pela Faculdade Focus (440 horas) — NÃO ESPECIALISTA.
A conclusão começa por ouvir, examinar e ler toda a documentação médica disponível, sem atalhos.
Cada conclusão precisa se apoiar no exame, nos documentos e na literatura médica — e isso deve estar visível no texto.
Um laudo só é útil se quem não é médico consegue entendê-lo. Termos técnicos vêm acompanhados de explicação.
Quando a medicina não permite afirmar algo com segurança, isso é dito com a mesma clareza que as demais conclusões.
A pós-graduação lato sensu complementa a formação médica, mas não equivale ao Registro de Qualificação (RQE) no Conselho Regional de Medicina. Por isso ela é sempre apresentada com a indicação acima, como determinam as regras de publicidade médica do CFM.